A Fifa se manifestou sobre lances polêmicos na Copa do Mundo de 2026, envolvendo jogadores da Suíça e do Paraguai. A entidade explicou a aplicação de uma regra do VAR e defendeu a atuação da arbitragem nas partidas.
Nesta terça-feira (28), a Fifa se pronunciou sobre um dos episódios mais controversos da Copa do Mundo de 2026. Em comunicado oficial, a entidade máxima do futebol saiu em defesa da aplicação da regra de “identidade equivocada”, que resultou na expulsão de Breel Embolo, da Suíça, durante a partida contra a Argentina. A organização também comentou o lance envolvendo Miguel Almirón, do Paraguai.
A chamada regra de “Erro de Identidade” permite que o VAR intervenha quando um cartão é aplicado ao jogador errado, assegurando que a punição seja direcionada ao verdadeiro infrator. A controvérsia surgiu porque parte do público acreditava que o recurso se restringia a equívocos entre atletas de uma mesma equipe.
De acordo com a Fifa, a interpretação e a aplicação da norma foram corretas nos dois casos analisados. O primeiro foi ainda na fase de grupos, no confronto entre Estados Unidos e Paraguai; o segundo, nas quartas de final, na partida entre Argentina e Suíça. Segundo a entidade, tanto Almirón quanto Embolo simularam faltas, o que inicialmente levou à advertência dos adversários com cartões amarelos.
Após revisão do VAR, as simulações foram identificadas, levando à correção das decisões em campo e à punição dos jogadores envolvidos. Os lances geraram amplo debate sobre a legitimidade das marcações. Em nota, a Fifa afirmou que tanto a arbitragem de campo quanto a equipe de vídeo atuaram de maneira adequada, restaurando a “justiça” nas partidas.
“A interpretação da Fifa sobre Identidade Equivocada foi aplicada de forma consistente durante a Copa do Mundo da Fifa. Houve duas instâncias em que um jogador foi erroneamente identificado como tendo cometido uma infração passível de cartão amarelo, e o VAR aconselhou o árbitro a corrigir o erro factual causado pela simulação do adversário”, declarou a entidade.
Ainda segundo o comunicado, a simulação identificada não pode ser contestada e não deve gerar sanção disciplinar ao jogador que havia sido punido inicialmente. A medida evita consequências adicionais, como expulsões por acúmulo de cartões ou suspensões automáticas. A entidade também informou que manteve contato com a International Football Association Board (IFAB), responsável pelas regras do futebol, que validou a interpretação adotada. “Não consideramos isso um erro do árbitro ou do VAR, e a decisão restaurou a justiça”, reforçou a Fifa.
O caso de Embolo foi o que mais gerou repercussão, já que o atacante recebeu o segundo cartão amarelo diante da Argentina e acabou expulso, impactando diretamente o desempenho da Suíça, que acabou eliminada da competição. O posicionamento da Fifa foi divulgado após a própria IFAB classificar a interpretação da arbitragem como “válida e bem recebida”.
O lance que pode ter classificado a Argentina à semifinal da Copa.
Breel Embolo resolveu simular, levou o segundo amarelo e foi expulso. pic.twitter.com/YeqYqUrYar
— Trivela (@trivela) July 12, 2026
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