O lateral do São Paulo Nicolas Bosshardt responde em liberdade após atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri (SP), na noite de segunda-feira (3). A Justiça listou as medidas que o jogador deve cumprir e a polícia investiga o caso, incluindo as acusações de corrida ilegal.
O lateral do São Paulo Nicolas Bosshardt, de 19 anos, foi solto após atropelar e matar um idoso de 84 anos em Barueri, na Grande São Paulo, na noite de segunda-feira (3). Conforme o Tribunal de Justiça, o atleta passou por audiência de custódia nesta terça (4) e teve a liberdade provisória concedida. Um vídeo ainda mostrou o momento exato do ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança captaram o momento em que o idoso, identificado como Paulo Rodrigues, atravessava a Alameda Rio Negro, em frente ao Shopping Iguatemi Alphaville, por volta das 21h53. Foi nesse instante que ele foi atingido pela BMW conduzida por Nicolas.
O atleta permaneceu no local, prestou os primeiros socorros e acionou o resgate. O Corpo de Bombeiros socorreu a vítima e a encaminhou a um pronto-socorro da região. Porém, Paulo não resistiu aos ferimentos.
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Nicolas também seguiu até a delegacia e foi submetido ao teste do bafômetro que não constatou a presença de álcool. Além disso, a investigação inicial constatou que o lateral do São Paulo está com a sua habilitação em situação regular.
A Justiça determinou que o jogador terá que cumprir medidas cautelares. Entre elas, estão o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades e a obrigação de manter o endereço atualizado junto à Vara responsável pelo caso. Ele também não poderá deixar a cidade onde mora por mais de oito dias sem comunicar previamente as autoridades.
A Justiça também solicitou a suspensão do direito de dirigir ou a proibição de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até nova decisão. De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como participação em corrida ilegal (“racha”), que resultou no óbito do idoso. Nicolas, por sua vez, negou a acusação.
De acordo com o relato dos policiais militares que atenderam à ocorrência, uma testemunha afirmou que Nicolas participava de um “racha” com um Honda Civic branco momentos antes do atropelamento. Ela salientou que os dois veículos trafegavam em alta velocidade e, após encontrar a vítima caída na via, questionou se ambos disputavam uma corrida ilegal.
Segundo o depoimento, os dois condutores admitiram que trafegavam em velocidade elevada, mas que já haviam reduzido no trecho onde ocorreu o atropelamento. Ele também negaram que ainda estivessem participando da disputa naquele momento.
O boletim de ocorrência ainda reuniu os depoimentos dos jogadores Ryan Francisco e Igor Teixeira Felisberto, que estavam com Nicolas após um jantar no restaurante Rascal, no Shopping Iguatemi. Como apontou o documento, cada um voltou para casa em seu respectivo veículo. Os três negaram participação em racha.
O que diz Nicolas?
Às autoridades, o lateral declarou que nenhum deles ingeriu bebida alcoólica antes de deixar o restaurante. Ele acrescentou que possui um aplicativo instalado no celular que registra o trajeto e a velocidade do veículo. De acordo com o jogador, o sistema indica que a BMW trafegava a 50 km/h quando houve o atropelamento.
Em nota, a assessoria C2 Sports, que cuida da carreira de Nicolas, afirmou a defesa do jovem será conduzida pelo advogado Guilherme Pacheco. O caso segue sob investigação para esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se houve participação em corrida ilegal.
São Paulo se pronuncia
Em comunicado no Instagram, o tricolor paulista lamentou a tragédia e garantiu que acompanhará de perto o caso por meio de departamento jurídico. O clube também informou que, posteriormente, compareceu à Delegacia de Polícia para prestar os devidos esclarecimentos.
“Nicolas permaneceu no local prestando assistência e acionando o serviço de resgate. Posteriormente, compareceu à Delegacia de Polícia para prestar os devidos esclarecimentos. Foi constatado que o atleta não havia ingerido bebida alcoólica e que sua Carteira Nacional de Habilitação estava em situação regular. Nicolas prestou depoimento às autoridades competentes e teve assegurado o direito de responder ao procedimento em liberdade”, defendeu.
“O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares da vítima neste momento de dor e consternação. O Clube seguirá acompanhando o caso por meio de seu departamento jurídico”, concluiu o São Paulo.
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