O lutador e professor de jiu-jítsu brasileiro Thiago Brito foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em 24 de julho. A escola onde ele dava aula deu detalhes do caso e abriu uma vaquinha online para ajudar Thiago.
O lutador e professor de jiu-jítsu brasileiro Thiago Brito foi preso pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) há 11 dias. A informação foi revelada pela academia onde ele dava aulas na Filadélfia, maior cidade da Pensilvânia. Os alunos da A Tri State Kickboxing and MMA ainda criariam uma vaquinha online e todo o dinheiro arrecadado será para cobrir os custos do processo judicial.
De acordo com uma publicação da escola no Instagram, Thiago, que é faixa-preta, dá aulas no local há 10 anos. Ele foi detido no aeroporto enquanto embarcava para Orlando, na Flórida, no dia 24 de julho, durante uma viagem para um torneio do qual a Tri State iria participar.

Os alunos, então, tornaram o caso público nas redes, bem como a arrecadação online na plataforma GoFundme. Dos US$ 35 mil (R$ 178 mil) de meta, quase US$ 29 mil (R$ 148 mil) já foram arrecadados, representando 83% do valor. A quantia será para honorários de advogado de imigração, despesas judiciais e de registro, além de ajudar financeiramente Thiago.
Na campanha, o grupo ainda exaltou o trabalho do brasileiro como treinador e amigo das pessoas da comunidade. “Por mais de uma década, Thiago construiu sua vida nos Estados Unidos. Ele trabalhou arduamente e impactou positivamente inúmeros alunos através de sua paixão por ensinar jiu-jitsu brasileiro. Seja como treinador, parceiro de treino, mentor ou amigo, você provavelmente já experimentou sua generosidade, paciência e comprometimento em ajudar os outros a se tornarem melhores — dentro e fora dos tatames”, diz o texto.
Veja:
A academia também explicou como as pessoas podem ajudar o professor. Segundo o post, o apoio pode ser através de cartas — desde que estejam devidamente identificadas, assinadas e com o endereço correto do autor, no caso de adultos.
As crianças também podem escrever ou fazer um desenho, compartilhando o que Thiago significa para elas. Ao final, todas devem ser encaminhadas para um único e-mail. A escola, inclusive, divulgou algumas das cartas feitas pelo público. Ela reforçou que a divulgação do caso e a contribuição na vaquinha online também são meios essenciais para ajudar na causa.
O material, com depoimentos pessoais de cidadãos norte-americanos sobre o caráter do brasileiro, deve ser usado no processo de imigração dele, evitando que Thiago seja deportado.
“Recebemos inúmeras mensagens de pessoas perguntando: ‘O que posso fazer para ajudar?’ A resposta é simples… Sua voz importa. Se o professor Thiago fez a diferença na sua vida, na vida do seu filho ou na vida da sua família, agora é a hora de você se fazer ouvir”, orientou a publicação.
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