Ex-padre é condenado por abusar sexualmente de crianças e incentivá-las ao suicídio no RJ

Ex-padre é condenado por abusar sexualmente de crianças e incentivá-las ao suicídio no RJ


O caso veio à tona após uma das vítimas apresentar alterações significativas de comportamento, o que motivou seu encaminhamento para acompanhamento especializado

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A Justiça do Rio de Janeiro condenou na última terça-feira (5/8) o ex-padre Eric Araujo Siqueira Pereira por uma série de crimes cometidos contra dois de seus enteados, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Entre as condenações estão tortura, estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e instigação ao suicídio.

A sentença de 48 anos, 1 mês e 10 dias de prisão foi assinada na terça-feira (5/8) pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, após o julgamento reconhecer a responsabilidade do réu pelos delitos praticados.

De acordo com o processo, os abusos ocorreram entre outubro de 2020 e maio de 2021, quando o então religioso vivia na mesma casa com a companheira, os dois filhos dela e a filha do casal. Durante esse período, as vítimas teriam sido submetidas a sucessivas agressões físicas, psicológicas e sexuais dentro do ambiente familiar.

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Na decisão, baseada na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), um dos pontos considerados de maior gravidade foi a tentativa de levar uma das crianças a tirar a própria vida.

Segundo a atuação da 2ª Promotoria de Justiça junto à 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, o ex-padre colocava a vítima de castigo em um terraço sem qualquer proteção e a incentivava a saltar do local, afirmando que encontraria “Papai do Céu” e seria feliz.

O Conselho de Sentença concluiu que o acusado explorava a fragilidade emocional da criança para estimulá-la a cometer o suicídio, reconhecendo a prática desse crime durante o julgamento.

O caso veio à tona após uma das vítimas apresentar alterações significativas de comportamento, o que motivou seu encaminhamento para acompanhamento especializado. Em um primeiro momento, a criança recebeu diagnóstico de esquizofrenia. No entanto, avaliações posteriores realizadas por uma equipe multidisciplinar apontaram que os sintomas eram consequência das violências sofridas.

Com o avanço das investigações e o relato dos abusos, o Ministério Público ampliou a denúncia, acrescentando as acusações de estupro de vulnerável, fornecimento de material pornográfico a criança para fins libidinosos e instigação ao suicídio.

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