Léo Derik, jogador do Athletico-PR, foi condenado pela Justiça de Curitiba por dois crimes de estupro contra a ex-companheira. O atleta nega as acusações e poderá recorrer da decisão em liberdade. Após a repercussão da sentença, o clube e a defesa se manifestaram sobre o caso.
O jogador Léo Derik, do Athletico-PR, foi condenado a 13 anos de prisão por dois crimes de estupro contra a ex-companheira. De acordo com a rádio Itatiaia, a decisão foi tomada nesta terça-feira (11) pelo 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. A Justiça, por outro lado, absolveu o atleta do crime de violência psicológica contra a mulher. Após a repercussão do caso, o time se manifestou.
De acordo com a estação, Derik recebeu uma pena de seis anos e seis meses por cada um dos crimes, em regime inicial fechado. A sentença também determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima, sendo R$ 10 mil por cada crime. O jogador poderá recorrer em liberdade.
A denúncia aponta que os casos teriam ocorrido em Curitiba entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. No primeiro episódio, Derik teria segurado os braços da mulher e tapado sua boca durante a relação sexual. Já no segundo, ele teria dado tapas e um soco na região das costelas da vítima para forçar a relação. O atleta nega as acusações e afirma que as relações foram consensuais.
Nas alegações finais, o Ministério Público pediu a absolvição do jogador por considerar que havia divergências entre as versões apresentadas ao longo do processo. A juíza Paula Scheer, no entanto, avaliou que as provas eram suficientes para a condenação e destacou que o relato da vítima permaneceu “firme e coerente” durante a investigação e a audiência. Sobre a versão apresentada pelo atleta, a magistrada afirmou: “A versão do réu é contraditória e desprovida de lógica, fragilizando sua credibilidade e não sendo capaz de afastar a condenação”.

Na mesma sentença, o lateral-esquerdo foi absolvido da acusação de violência psicológica contra a mulher. A Justiça entendeu que o dano emocional apontado no processo decorria dos próprios estupros e, por isso, não configuraria um delito autônomo. Como o processo tramita em segredo de justiça, outros detalhes das acusações, das provas e da fundamentação da decisão não são públicos.
Defesa e Athletico-PR se manifestam
A defesa afirmou ter recebido a condenação com surpresa e confirmou que recorrerá ao Tribunal de Justiça do Paraná. “A sentença não é definitiva. Antecipar publicamente um juízo de culpabilidade antes do julgamento dos recursos cabíveis afronta a presunção de inocência e pode produzir danos irreversíveis, mesmo diante de absolvição posterior. A defesa recorrerá ao TJPR e confia no reexame do caso com costumeiro rigor técnico, de acordo com as provas produzidas nos autos”, disseram os advogados.
O Athletico-PR também se pronunciou após a divulgação da sentença. “O Athletico Paranaense tomou conhecimento da decisão judicial envolvendo o atleta Léo Derik. Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, o Clube não comentará seu conteúdo nem os fatos nele discutidos. A decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso. O Clube não toma parte no processo e respeitará seu regular andamento, observadas as garantias legais aplicáveis até eventual trânsito em julgado”, informou.

Revelado pelas categorias de base do Athletico-PR, Léo Derik chegou ao clube ainda no sub-13 e estreou na equipe principal em janeiro de 2025. O lateral-esquerdo soma 39 partidas e um gol pelo Furacão e tem contrato até dezembro de 2029. Ele também integrou a Seleção Brasileira sub-20 na Copa do Mundo da categoria de 2025.
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