Após revogar restrições em dezembro de 2025, a gestão de Donald Trump volta a considerar o uso da Lei Magnitsky contra o magistrado por causa de suas decisões recentes
A relação diplomática entre Washington e Brasília pode estar prestes a enfrentar uma nova e intensa turbulência. De acordo com uma reportagem publicada pelo Financial Times neste domingo (16/8), o governo dos Estados Unidos retomou internamente as discussões para aplicar novas retaliações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A movimentação da Casa Branca, que já foi confirmada de forma independente pela agência Reuters, reacende o debate sobre o uso da chamada Lei Magnitsky contra o magistrado brasileiro. O estopim para a nova crise estaria diretamente ligado a episódios recentes que despertaram preocupações em solo americano a respeito do enfraquecimento da liberdade de imprensa.
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O jornal britânico detalha que o governo de Donald Trump acompanha “com apreensão” as operações de busca e apreensão autorizadas por Moraes contra um jornalista e suas supostas fontes. O inquérito em questão apurava a divulgação de reportagens envolvendo outro membro da Corte, o ministro Flávio Dino, e seus familiares.
Para fontes de Washington, a postura expõe os limites da atuação do Judiciário brasileiro. Esta não é a primeira vez que o integrante do STF entra na mira das autoridades norte-americanas. O histórico de atritos ganhou força em julho de 2025, quando Moraes foi formalmente sancionado pelos EUA.
A punição anterior ocorreu como uma resposta à condução do processo que culminou na prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, à época investigado pela tentativa de um golpe de Estado após o pleito de 2022. Após uma intensa articulação diplomática entre os presidentes Lula e Trump, as sanções foram oficialmente revogadas em dezembro do ano passado.




