Os pais biológicos do bebê gerado por McKenna West tomaram uma nova decisão sobre o tratamento do filho após o nascimento. O caso ganhou repercussão depois que a barriga de aluguel se recusou a interromper a gravidez diante do diagnóstico de uma grave cardiopatia congênita.
Os pais biológicos do bebê gerado pela barriga de aluguel McKenna West decidiram autorizar a cirurgia cardíaca do filho, que nasceu na última semana com uma grave cardiopatia congênita. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ nesta segunda-feira (17), Nausheen Gilkar e Omar Ahmed optaram pelo procedimento após consultarem médicos do Children’s Health, hospital infantil estadunidense.
Nos autos, o casal se refere ao recém-nascido como Rumi. McKenna, por sua vez, vinha chamando a criança de Gabriel, mas os pais biológicos afirmaram no processo que este não é o nome do filho. A documentação não informa quando a operação será realizada. Nausheen e Omar disseram, porém, que poderão fornecer a data de forma privada caso a Justiça solicite a informação.
Segundo o TMZ, o bebê será submetido ao procedimento de Norwood, uma complexa cirurgia cardíaca aberta realizada em recém-nascidos com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo. A condição, diagnosticada ainda durante a gestação, ocorre quando o lado esquerdo do coração não se desenvolve adequadamente. A intervenção busca permitir que o lado funcional do órgão consiga bombear sangue para o restante do corpo.
A decisão representa um novo capítulo na disputa que começou ainda durante a gravidez de McKenna. Depois que a cardiopatia foi identificada em uma ultrassonografia realizada na 20ª semana, os pais biológicos acionaram uma cláusula do contrato de barriga de aluguel que previa a interrupção da gestação em caso de anomalias fetais. McKenna chegou a marcar o procedimento, mas desistiu e decidiu levar a gravidez adiante.

A enfermeira, que vive no Alasca, passou a defender que o bebê tivesse a oportunidade de receber tratamento depois do nascimento. Em meio ao impasse, ela pesquisou hospitais especializados e encontrou uma unidade em Dallas, no Texas, que realizava cirurgias para a condição.
“Eu estava morrendo de medo e estresse sobre o que eles iriam escolher. Eu tinha quase certeza de que eles iriam optar pelo aborto, e como eu conseguiria conviver comigo mesma passando por isso?”, declarou anteriormente ao Live Action News.
Disputa judicial
A divergência sobre o futuro da gestação acabou chegando à Justiça. Os pais biológicos entraram com uma ação de US$ 250 mil (cerca de R$ 1,2 milhão) contra McKenna, solicitando a devolução dos valores pagos no processo de barriga de aluguel, além de outras indenizações. A enfermeira, por outro lado, buscou a guarda exclusiva da criança para garantir que ela pudesse receber o tratamento cardíaco após o nascimento.
Antes do parto, McKenna deixou o Alasca e viajou para o Texas, onde deu à luz na semana passada. Após o nascimento, os pais biológicos ficaram com o bebê enquanto ele recebia atendimento médico. O casal também obteve uma ordem judicial que lhes concedeu autoridade sobre as decisões relacionadas à saúde do filho e impediu McKenna de interferir nas escolhas médicas ou no acesso dos dois à criança.
A decisão de autorizar a cirurgia acontece justamente após o tratamento ter se tornado um dos principais pontos da batalha judicial. Durante a gestação, McKenna dizia que seu objetivo era garantir ao bebê a possibilidade de passar pela intervenção depois de nascer. “Quero lutar por ele, porque ele merece essa chance. Não há garantias, mas ele merece a oportunidade de viver fora do meu útero. Quero que eles se comprometam com a cirurgia ou consigam a guarda do bebê para que eu possa operá-lo. Meu objetivo é conseguir que ele seja operado”, afirmou na época.
Agora, já com a autoridade para definir os cuidados médicos do recém-nascido, Nausheen e Omar comunicaram oficialmente à Justiça que escolheram seguir com o procedimento de Norwood após conversarem com a equipe responsável pelo tratamento do filho.
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