Os corpos de dois alpinistas belgas desaparecidos há 34 anos foram encontrados nos Alpes Suíços. Os restos mortais vieram à tona após o recuo de uma geleira e passaram por exames de DNA, que permitiram às autoridades solucionar o mistério iniciado em 1992.
Os corpos de dois alpinistas belgas desaparecidos há 34 anos foram encontrados nos Alpes Suíços. Segundo informações divulgadas pelo The Independent nesta quinta-feira (20), os restos mortais foram localizados após o recuo da geleira Trift, na Suíça, e identificados por meio de exames de DNA.
A descoberta aconteceu no fim de julho, quando um caminhante encontrou restos humanos na região da geleira, localizada ao sul da cidade de Lucerna. O achado levou as autoridades do cantão de Valais a iniciarem uma operação formal para recuperar o material.
Os restos foram encaminhados para análise em um hospital de Valais. Os testes de DNA confirmaram que se tratava de dois belgas que tinham 39 e 41 anos quando desapareceram, em 1992. Na ocasião, os alpinistas sumiram nas proximidades do pico Weissmies, a dezenas de quilômetros ao sul do ponto onde os corpos foram encontrados mais de três décadas depois.
A polícia de Valais mantém um banco de dados com registros de pessoas desaparecidas na região ao longo do último século. Segundo as autoridades, casos antigos têm voltado à tona à medida que as geleiras suíças recuam e passam a expor restos humanos e outros vestígios preservados pelo gelo durante décadas. Cientistas relacionam a aceleração do derretimento das geleiras ao aquecimento global.

Casos semelhantes já ocorreram nos Alpes. Em 2023, exames de DNA identificaram os restos mortais de um alpinista alemão desaparecido em 1986 nas proximidades do Matterhorn. Um ano antes, em 2022, partes de um avião Piper Cherokee, que caiu em 1968, surgiram na geleira Aletsch. Naquele mesmo período, dois conjuntos de restos humanos também foram encontrados nas geleiras Chessjen e Stockji e seriam de pessoas mortas décadas antes.
Em 2015, o degelo também revelou os restos de dois jovens alpinistas japoneses que desapareceram durante uma tempestade de neve no Matterhorn, em 1970. A identificação foi possível a partir da comparação do DNA com o de familiares. Já em 2014, um piloto de helicóptero encontrou o corpo do alpinista britânico Jonathan Conville, desaparecido no Matterhorn desde 1979.
A Suíça reúne aproximadamente 1,4 mil geleiras, o maior número entre os países europeus, segundo o Independent. Elas correspondem a cerca de metade das geleiras existentes nos Alpes da Europa. Com o avanço do derretimento, autoridades esperam que outros vestígios de desaparecimentos ocorridos décadas atrás possam ser revelados.
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