Flamengo alcança marca inédita em 2026 após recorde de público no Maracanã

Flamengo alcança marca inédita em 2026 após recorde de público no Maracanã


Vitória sobre o Cruzeiro levou clube a superar 1 milhão de torcedores como mandante e elevou renda com bilheteria para mais de R$ 69 milhões na temporada

O Flamengo atingiu uma marca inédita na temporada após a vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, na quarta-feira (19/8), pelas oitavas de final da Copa Libertadores. O duelo levou 72,4 mil torcedores ao Maracanã, maior público do estádio em 2026, e fez o clube ultrapassar 1 milhão de espectadores como mandante no ano.

Ao todo, 1,038 milhão de pessoas já acompanharam partidas do Flamengo em casa. O número supera os 72.140 presentes no amistoso entre Brasil e Panamá, até então o maior público registrado no Maracanã nesta temporada.

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Foto: Adriano Fontes / Flamengo

Foto: Adriano Fontes / Flamengo

Jogadores comemoram a vitória Foto: Adriano Fontes / Flamengo

Jogadores comemoram a vitória Foto: Adriano Fontes / Flamengo

Reprodução/GETV

Corinthians vence o Flamengo por 1 a 0 e conquista a Supercopa do BrasilReprodução/GETV


O Campeonato Brasileiro concentra a maior parcela desse público, com 609.844 torcedores, seguido pela Libertadores, com 215.632. O Carioca registrou 103.956, a Recopa Sul-Americana teve 64.470 e a Copa do Brasil, 44.292.

Bilheteria passa de R$ 69 milhões

A marca também se reflete nas receitas do clube. Em 2026, o Flamengo já arrecadou R$ 69,122 milhões com bilheteria nos jogos como mandante.

O Brasileirão responde por R$ 34,687 milhões, enquanto a Libertadores soma R$ 17,623 milhões. A Recopa gerou R$ 8,692 milhões, o Carioca, R$ 5,069 milhões, e a Copa do Brasil, R$ 3,048 milhões. A Supercopa não entra na conta porque a renda da competição fica com a CBF.

O desempenho mantém o matchday, que reúne receitas de bilheteria, exploração do estádio e sócio-torcedor, como uma das fontes relevantes de arrecadação do clube. Em 2025, o Flamengo faturou R$ 322 milhões nessa frente, alta de 26% em relação a 2024.

Mais do que o valor absoluto arrecadado, o que chama atenção no Flamengo é a capacidade de transformar escala de torcida em receita recorrente.”

Segundo Moises Assayag, especialista em finanças no futebol e sócio-diretor da Channel Associados, a marca de um milhão de torcedores no estádio representa mais do que o resultado da bilheteria: “Um milhão de pessoas passando pelo estádio não representa apenas bilheteria: representa uma base de consumidores que pode ser monetizada em diferentes momentos e por diferentes produtos no contexto do evento do jogo em si .”

Para o especialista, o movimento amplia o potencial de geração de receita do clube e diminui a dependência de outras fontes de arrecadação: “Isso é extremamente relevante porque aumenta o valor econômico de cada torcedor e reduz a dependência do clube de receitas concentradas em direitos de transmissão, transferências de atletas ou premiações.”

Assayag também aponta que o próximo passo é ampliar o valor gerado individualmente por cada torcedor que vai ao estádio: “O desafio agora é aumentar o chamado ‘revenue per fan’, ou seja, quanto o clube consegue gerar, em média, a partir de cada torcedor que participa dessa jornada.”

Nesse cenário, diferentes produtos e serviços passam a integrar a estratégia comercial dos clubes: “É aí que bilheteria, sócio-torcedor, hospitalidade, consumo e experiências deixam de ser receitas isoladas e passam a funcionar como estratégia de monetização da torcida.”

Operação no Maracanã

As operações de acesso no Maracanã nos jogos com público superior a 70 mil pessoas foram conduzidas pela FutebolCard, que também atua na gestão de ingressos e programas de sócio-torcedor.

Robson Carlo, sócio-fundador da empresa, explica que o trabalho envolve diferentes etapas da experiência do público: “É uma combinação que em muitos casos envolve venda, controle de acesso e o relacionamento direto com sócios-torcedores e torcedores comuns.”

Segundo ele, a integração entre as áreas também busca tornar o processo mais eficiente para quem vai ao estádio: “A atuação acontece de forma integrada entre os parceiros, unindo tecnologia, inteligência de dados e atendimento estratégico.”

Carlo afirma que o objetivo final é facilitar a jornada do torcedor: “Tudo isso, no resultado final, leva conforto e rapidez ao consumidor final”, explica Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard.

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