O rei Charles III deseja que o retorno do príncipe Harry ao Reino Unido ajude a reaproximá-lo do príncipe William. Segundo fontes da People, o monarca vê a mudança de Harry, Meghan Markle e dos filhos como uma oportunidade para amenizar as divisões entre os irmãos.
Na última semana, a People informou que o príncipe Harry e Meghan Markle voltarão a residir no Reino Unido, após anos de tensão com a família real. Nesta terça-feira (25), fontes da revista revelaram que a mudança despertou esperanças de uma possível reconciliação entre Harry e o irmão mais velho, o príncipe William.
Harry e Meghan deixaram o Reino Unido em 2020, em meio a uma série de polêmicas. Após anos de intenso escrutínio da imprensa e acusações de racismo dentro da família real, os dois abriram mão de suas funções como membros seniores da monarquia britânica. Em seguida, mudaram-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, em uma decisão que acabou aprofundando o distanciamento de Harry em relação aos familiares.
Agora, segundo fontes da People, Harry e Meghan decidiram retomar a vida no Reino Unido e devem permanecer no país por um período prolongado a partir de agosto. Pessoas próximas ao casal afirmam que Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, devem começar a estudar na Inglaterra em setembro. A família estabelecerá uma residência privada, sem vínculo com a realeza, mas manterá a casa em Montecito, na Califórnia.

Fontes próximas à família real afirmam que o rei Charles III, pai de Harry e William, vê a mudança como uma oportunidade de amenizar as “rupturas mais profundas” entre os filhos. O monarca, que segue em tratamento contra o câncer, estaria vendo a mudança como um fator que “aumentou a possibilidade” de uma reaproximação entre os irmãos. “Ele vai querer ver os filhos juntos com o passar do tempo. Esta é a melhor oportunidade que tivemos nos últimos anos”, disse uma fonte.
A relação do rei com Harry também teria melhorado discretamente nos últimos meses. Em julho, pai e filho se reencontraram em particular em Highgrove, onde Charles viu Archie e Lilibet pela primeira vez em mais de quatro anos. O encontro teria sido “muito positivo” e ajudado a abrir caminho para que Harry decidisse retornar ao país de origem com Meghan e os filhos.
Agora, com Harry e sua família se preparando para passar um período prolongado no Reino Unido, as oportunidades de aproximação não precisarão mais ficar restritas a breves visitas. “O rei adoraria ter Harry por perto”, afirmou a fonte.

O afastamento entre Harry e William se intensificou após a publicação de “Spare”, livro de memórias do duque de Sussex que trouxe revelações sobre a intimidade da família real britânica. Na obra, Harry relembrou um momento após o funeral do príncipe Philip, em 2021, quando Charles teria implorado aos filhos: “Por favor, meninos, não tornem meus últimos anos uma miséria”.
Apesar das esperanças de reconciliação, o retorno de Harry ao Reino Unido não deve ser interpretado como um sinal de que as divisões da família real já foram superadas, reforçou a fonte. Mesmo após encontros positivos ao longo do último ano, a relação de Harry com o pai continua complicada. Charles, inclusive, teria descoberto os planos de Harry e Meghan apenas alguns dias antes de a notícia se tornar pública, o que teria provocado uma nova rusga entre pai e filho.
Com William, o distanciamento é ainda maior. Embora Harry tenha falado repetidamente sobre o desejo de se reconciliar com a família, fontes afirmam que os irmãos continuam sem qualquer tipo de contato. Insiders apontam, ainda, que William “não demonstra sinais de estar pronto para uma conversa”. “Vai ser um desafio para William. Será muito difícil para ele e Catherine [Kate Middleton]. Existe um profundo sentimento de traição”, destacou uma fonte.
Segundo o insider, William e Kate estariam evitando qualquer “reação impulsiva” ao retorno de Harry e Meghan e acreditam que uma eventual reconciliação “será construída lentamente”. Ainda assim, a presença de Harry no Reino Unido deve tornar mais difícil para o casal manter uma postura “neutra” diante da situação. “Vai ser muito difícil para a família ignorar a presença deles, especialmente das crianças”, concluiu a fonte.

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