Um paciente de 39 anos foi a uma clínica em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para extrair um siso e relatou ter saído com uma agulha de sutura alojada na gengiva. O caso é investigado pela polícia.
Um paciente, de 39 anos, revelou que foi a uma clínica no centro de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para fazer a extração de um siso, porém acabou saindo com uma agulha de sutura alojada na gengiva. Ao “Balanço Geral”, da Record, Diego Augusto Ribeiro disse que a dentista informou que havia perdido o instrumento durante o procedimento, mas que o problema estava resolvido.
A radiografia mostrou que agulha estava alojada no lado direito do rosto, próximo aos dentes. O laudo confirmou a presença de uma “estrutura metálica”, com “anatomia sugestiva de agulha de sutura”.
Diego contou o que fez após confirmar a presença do instrumento. “Depois que descobri que estava com a agulha na boca, eu voltei na clínica. Só que eu não falei nada. A secretária dela iria junto comigo na farmácia para comprar medicamentos para amenizar a minha dor. Em momento algum, ela falou para mim que eu tinha uma agulha na boca“, declarou.
O paciente relatou que enfrentou dores e complicações. Após quase 10 dias sem conseguir comer e beber, Diego decidiu procurar a emergência do Hospital Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias. “A minha boca inchando. Eu já estava há 9, 10 dias sem comer nada, não conseguia beber uma água porque doía. Já tinha emagrecido“, desabafou.

Em uma conversa no WhatsApp, a dona da clínica reconheceu o problema e questionou o paciente. “Quando caiu a agulha? Ela tirou? Eu irei resolver“, escreveu a proprietária, cujo nome não foi revelado. Em nota ao jornalístico, a clínica disse que prestou atendimento, solicitou exames e medicamentos, e que Diego não ficou desassistido.
“A clínica adotou todas as medidas de acolhimento e solução do caso, disponibilizando atendimento imediato, solicitação de exames, prescrição medicamentosa e orientação técnica-profissional, agindo dentro dos prazos legais e de acordo com as regras do Conselho de Odontologia. Em momento algum, o paciente estava desassistido“, informou.
A 52ª Delegacia Policial Nova Iguaçu investiga o caso. Diego, que é pedreiro, ainda contou que o ouvido direito também acabou afetado após o erro médico e, por conta disso, está sem trabalhar. “A única renda que tenho é o Bolsa Família. Eu já estou desde o dia 26 de julho sem trabalhar, porque seu eu pegar um balde de água, meu ouvido parece que vai estourar. Tenho filho, tenho esposa e contas a pagar, como todo mundo tem“, desabafou.
“É uma questão de justiça, porque o que fizeram comigo foi uma negligência. Eu não estou aqui para ganhar dinheiro de ninguém. Eu vim na clínica para extrair o meu dente, fazer um procedimento que seria normal. Eu pago um ‘planinho’ com muito sacrifício, para quando eu precisar, eu cuidar dos meus dentes. Mas fizeram essa negligência comigo. Em momento algum, me deram suporte“, completou.
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