Faleceu, nesta sexta-feira (4), o ator e dublador carioca Ettore Zuim, aos 66 anos. A informação foi confirmada pela Associação Brasileira de Dubladores, mas a causa da morte não foi divulgada. No Brasil, Zuim dublou personagens icônicos como Batman e Hércules.
“Com pesar, a Dublar e a Dublagem Viva se despedem do brilhante e talentoso Ettore Zuim. Dono de uma voz única, este excelentíssimo ator merece todos os aplausos possíveis”, informou a associação.
No início de 2023, o profissional havia sido diagnosticado com DAOP (Doença Arterial Obstrutiva Periférica) já em grau avançado e passou a enfrentar alguns comprometimentos de saúde. A doença causa oestreitamento ou bloqueio das artérias que levam sangue para os membros.
Com mais de quatro décadas dedicadas à dublagem, Ettore Zuim marcou sua trajetória ao emprestar a voz a personagens vividos por nomes como Christian Bale e Owen Wilson. Entre seus trabalhos mais emblemáticos está o Batman de Christian Bale na trilogia dirigida por Christopher Nolan, entre 2005 e 2012. O dublador ainda voltou a interpretar o herói nos games “Batman: Arkham e Injustice: Gods Among Us”, lançados em 2013.
No universo das animações, Ettore Zuim também emprestou a voz a personagens marcantes, como Hércules, no filme homônimo da Disney de 1997, e o Príncipe Encantado, de “Shrek” (2001). Seu currículo ainda reúne trabalhos como Patrick Bateman, de “Psicopata Americano” (2000); John Beckwith, de “Penetras Bons de Bico” (2005); Ozai, de “Avatar: A Lenda de Aang” (2005–2008); e Dracule Mihawk, de “One Piece”.

A trajetória de Ettore Zuim na dublagem também inclui trabalhos como diretor e professor da área. Nos anos 1990, o profissional participou de versões brasileiras de novelas mexicanas, como “Vovô e Eu” (1992), em que interpretou o dono de um circo, e “Maria Mercedes” (1992), na qual dublou Ricardo, personagem vivido pelo ator Rafael del Villar.
Em entrevista ao canal Cine Multiverso, no YouTube, em 2023, Ettore revelou sua preferência por interpretar vilões. “Gosto de fazer vilões. Herói não tem tanta graça”, afirmou.
Na época, o dublador também contou que não costumava reassistir aos filmes em que emprestou a voz. “Não gosto muito de ver e ouvir. Não fico lambendo a cria. Gosto é de fazer”, declarou. Para ele, independentemente do tamanho do papel, o compromisso é o mesmo: “Tenho que fazer bem, seja um personagem pequeno ou um protagonista. Não existe fazer de má vontade”.
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