Angelina Jolie pediu à Justiça de Los Angeles que reveja uma decisão na disputa com Brad Pitt pelo Château Miraval. Segundo o TMZ, a atriz questionou a solicitação da equipe do ex-marido para ter acesso a novos registros financeiros e alegou violação de sua privacidade.
Angelina Jolie pediu à Justiça de Los Angeles que reveja uma decisão da disputa com Brad Pitt sobre o Château Miraval. De acordo com documentos divulgados pelo TMZ nesta quinta-feira (24), a atriz estaria cansada de conceder acesso aos seus e-mails privados e às mensagens de texto referentes à venda de sua parte no vinhedo.
De acordo com o site, a equipe jurídica de Pitt solicitou que Jolie apresentasse novos registros financeiros. Os advogados do ator estariam interessados em documentos que comprovem os rendimentos obtidos pela artista entre 2017 e 2019, além de informações sobre valores de contratos de participação nos lucros de estúdios durante o mesmo período.
Segundo os documentos, Angelina afirmou que já aceitou fornecer os registros financeiros referentes a 2020 e 2021. A atriz argumentou que ampliar o acesso a informações de outros anos violaria seu direito à privacidade e não teria relação com o vinhedo. Ela ainda apontou que o ex teria exigido que ela assinasse um acordo de confidencialidade como condição para comprar sua participação no Château Miraval, em 2021.
Pitt pediu os documentos devido a uma alegação feita por Angelina durante o processo. A atriz afirmou que sofreu “coerção econômica” nas negociações com o ex-marido e que abriu mão de anos de indenização. A defesa do ator, então, passou a buscar informações sobre a renda e as declarações de imposto de Jolie para tentar contestar esse argumento.

Angelina, porém, reforçou que a “coerção econômica” à qual se referiu estava ligada especificamente às negociações do Château Miraval, e não a uma falta de dinheiro. Segundo ela, sua renda diminuiu porque ela decidiu reduzir a carga de trabalho para cuidar dos filhos. A atriz argumentou que, mesmo que tenha recebido valores de antigos contratos de participação nos lucros de produções, não significa que estivesse trabalhando normalmente naquele período.
A equipe jurídica de Jolie também explicou que a atriz mencionou uma busca por “independência financeira” para se desvincular dos interesses de Pitt. Segundo os advogados, a expressão não significava que ela estivesse em dificuldades financeiras.
Relembre o caso
A disputa judicial teve início em 2022, quando Pitt processou Jolie alegando que ela vendeu sua participação no Château Miraval para a Tenute del Mondo, divisão de vinhos do Grupo Stoli, sem o consentimento dele. Segundo o artista, existia um acordo prévio para que nenhum dos dois pudesse vender sua parte na vinícola sem a aprovação do outro. Jolie, por sua vez, negou que esse acordo existisse e respondeu com um contraprocesso, acusando o ex-marido de estar “travando uma guerra vingativa” contra ela.
Nos autos, os advogados de Jolie também sustentam que Pitt se recusou a comprar a parte dela porque a atriz não aceitou assinar um acordo de confidencialidade. De acordo com a defesa, o documento teria sido “destinado a forçá-la a manter silêncio sobre os abusos cometidos por ele”. O texto faz referência a episódio durante uma viagem em 2016, na qual Pitt teria, segundo Jolie, agredido verbal e fisicamente membros da família. O ator não foi indiciado após as investigações, e Jolie optou por não registrar queixa à época.

Mais recentemente, novos documentos judiciais revelaram que Pitt pede uma indenização de US$ 35 milhões (cerca de R$195 milhões) em danos pela venda. Relembre os detalhes, clicando aqui.
Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias
