Uma testemunha relatou ter ouvido sinal sonoro e visto garrafas de vinho intactas no local do acidente aéreo, em Santa Catarina. O comandante Hamilton também falou sobre o aspecto da queda tendo em vista as imagens registradas.
Garrafas de vinho intactas e um sinal que soava a cada cinco minutos chamaram atenção de uma testemunha que chegou ao local da queda do helicóptero que matou o cantor Rick e mais quatro pessoas, em Santa Catarina. Em entrevista ao SCC SBT, divulgada nesta quarta-feira (23), Gilmar Nunes disse que ajudou nas buscas e detalhou a área do acidente. Nas redes sociais, o comandante Hamilton também falou sobre as fotos divulgadas pelo CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Garrafas de vinho
Vereador de Bom Jardim da Serra, Gilmar foi o terceiro civil a chegar ao local da queda, junto a militares do Corpo de Bombeiros e da Força Aérea Brasileira (FAB). Para ele, o fato de as garrafas não terem sido quebradas significa que o helicóptero não estava em alta velocidade. “Essa parte chamou atenção, porque o impacto teria que ter quebrado as garrafas de vinho“, declarou.
De acordo com Gilmar, havia garrafas dentro e fora de uma caixa. “Elas estavam intactas, não quebraram. Então, isso chamou bastante atenção. Eu penso que [a aeronave] pode ter vindo se debatendo, que não estaria em uma velocidade tão alta para se destruir ou explodir. Se não estou enganado, havia duas garrafas em uma caixa e duas fora, todas intactas“, descreveu.
Veja:
Testemunha disse que encontrou garrafas de vinho intactas em meio aos destroços do helicóptero que caiu em SC. pic.twitter.com/RIifJswXLA
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) September 24, 2026
Alerta sonoro
A testemunha também contou o que ouviu quando encontrou o helicóptero. “O que me chamou a atenção é que a gente escutava um bip na aeronave. Daí, alguém comentou que aquilo seria para enviar um sinal, que não aconteceu. Que era para enviar um sinal para os radares ou via satélite, algo do tipo, e não aconteceu. Mas, a cada cinco ou dez minutos, ouvíamos um bip“, disse.
Assista:
Testemunha disse que ouviu um sinal sonoro em meio aos destroços do helicóptero que caiu em SC. pic.twitter.com/G3MjDxxNr0
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O relato de Gilmar foi corroborado por José Hamilton Alves da Rocha, o comandante Hamilton. Em vídeo no Instagram, nesta quarta-feira (23), o piloto afirmou que o helicóptero não teria caído na vertical e destacou o fato da aeronave não ter explodido após a queda. “As fotos [do CENIPA] mostram que o helicóptero fez uma trajetória até colidir. Ele não caiu na vertical, foi cortando árvores. É uma informação muito importante. Outro detalhe é que tinha muito combustível. Se tinha muito combustível, por que não pegou fogo? Será que os motores vieram funcionando? Havia ignição? Ou seja, muitas dúvidas“, declarou.
O comandante ainda explicou a presença da ‘caixa-preta’ no helicóptero Bell 430, prefixo PP-MGR, mesmo após ser informado que esse tipo de aeronave não possuía o equipamento. “Não é comum para um helicóptero desse porte. Isso é exigido para helicópteros maiores, por exemplo, que levam trabalhadores a plataformas de petróleo“, exemplificou. O material foi enviado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, em Brasília.
Confira:
Comandante Hamilton explica ‘caixa-preta’ em helicóptero que caiu em SC. pic.twitter.com/JWd3UFdpEW
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O helicóptero foi localizado na tarde de terça-feira (22), em uma área de mata fechada de Santa Bárbara. Antes de encontrarem a região exata da queda, as aeronaves da FAB realizaram cerca de 13 horas de buscas. Para chegar até as vítimas, o helicóptero Arcanjo 03, do Corpo de Bombeiros, pousou em uma área de planície próxima ao local do impacto. As equipes ainda precisaram caminhar por aproximadamente 20 minutos pela vegetação até alcançar os destroços.
As cinco pessoas que estavam a bordo morreram: Rick, cujo nome era Geraldo Antônio de Carvalho; o empresário Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo; e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Nesta quarta-feira (23), a Polícia Científica do estado iniciou uma perícia nos destroços do helicóptero para tentar reconstruir a dinâmica do acidente. A investigação aponta que uma das possibilidades para a queda é a influência da neblina na visibilidade. A equipe também busca identificar se houve colisão com algum objeto antes da aeronave atingir as árvores.
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