Juliano Floss se pronunciou nas redes sociais nesta quinta-feira (1º) após ter sua imagem usada indevidamente em uma montagem pornográfica criada por inteligência artificial. Revoltado, o influenciador criticou o uso da tecnologia e afirmou que vai identificar e processar os responsáveis.
Juliano Floss se pronunciou nas redes sociais após ter a própria imagem utilizada, sem autorização, na criação de um vídeo de teor pornográfico por meio de inteligência artificial. Revoltado com a situação, o influenciador afirmou que pretende identificar os responsáveis e levar o caso à Justiça, nesta quinta-feira (1º). O vídeo em questão envolvia ele e o ex-BBB Jonas Sulzbach.
Em uma publicação, Juliano deixou claro que considera a montagem um crime e avisou que vai atrás de quem produziu ou divulgou o material. “Isso é crime, p*rra! Se liguem”, escreveu.
isso é crime porra! se liguem
— JULIANO FLOSS (@julianofloss) October 1, 2026
Na sequência, ele afirmou que já está reunindo informações sobre os envolvidos. “Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim”, declarou.
O influenciador também criticou quem acredita que a internet dificulta a responsabilização de autores de crimes virtuais. “Tem gente que acha que aqui é terra de ninguém só porque não tem o nomezinho e o CPF”, afirmou.
anotando nome por nome✍️ não me da trabalho nenhum achar e processar alguem que ta comentendo um crime contra mim, tem gente que acha que aq é terra de nmg só pq não tem o nomezinho e o cpf
— JULIANO FLOSS (@julianofloss) October 1, 2026
Em seguida, o ex-BBB publicou uma imagem de uma pesquisa feita online, que informa que a criação de “deep fakes” e vídeo intimos falsos é crime no Brasil. A fonte é o JusBrasil.
— JULIANO FLOSS (@julianofloss) October 1, 2026
Por fim, Juliano ainda fez um comentário sobre o período eleitoral, já que o primeiro turno das eleições de 2026 acontece neste domingo (4). “Três dias pra eleição, gente. Vamo focar no que importa?”, escreveu.
3 dias pra eleição gente, vamo focar no que importa?
— JULIANO FLOSS (@julianofloss) October 1, 2026
Deepfake sexual pode configurar crime no Brasil?
Embora ainda não exista uma legislação única que reúna todos os crimes envolvendo deepfakes, o Código Penal já prevê punição para determinadas condutas relacionadas à criação e divulgação de conteúdo íntimo falso.
O artigo 216-B, por exemplo, estabelece como crime produzir, fotografar, filmar ou registrar conteúdo íntimo sem autorização. O dispositivo também determina a mesma punição para quem realiza montagem em foto, vídeo, áudio ou outro registro com o objetivo de inserir uma pessoa em uma cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
Já o artigo 218-C trata da divulgação, sem consentimento, de imagens ou vídeos que contenham cena de sexo, nudez ou pornografia. A legislação prevê pena de reclusão e multa para esse tipo de conduta.
Ou seja, no caso de uma montagem sexual feita com a imagem de uma pessoa sem autorização, a responsabilização pode ocorrer com base na legislação já existente, a depender das circunstâncias e da conduta de cada envolvido.
O Congresso também discute propostas para estabelecer uma tipificação mais específica para conteúdos manipulados por inteligência artificial. O PL 3.821/2024, apresentado pela deputada Amanda Gentil, propõe alterar o Código Penal para tipificar a manipulação digital de imagens por IA, incluindo conteúdos de caráter sexual, além de prever agravantes para determinados casos envolvendo mulheres e candidaturas em período eleitoral. A proposta foi enviada ao Senado em fevereiro de 2025 e permanece em tramitação.
Outro texto, o PL 212/2026, de autoria do deputado Rubens Pereira Júnior, propõe criminalizar a produção e a disseminação de conteúdos audiovisuais, sonoros ou visuais gerados ou manipulados por inteligência artificial. Segundo a Câmara dos Deputados, o projeto aguarda parecer na Comissão de Comunicação.
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