Sheeraz Henderson, de 53 anos, passou um ano com o pé inchado e outras dores até receber o diagnóstico de síndrome de Sjögren, no Reino Unido. A britânica compartilhou sua experiência e os sintomas enfrentados.
Uma mulher, de 53 anos, teve que lidar com um inchaço no pé durante um ano antes de receber um diagnóstico. Em relato ao site australiano YourLifeChoices, Sheeraz Henderson revelou que as dores evoluíram para as pernas e quadril, sendo obrigada a fazer sessões de fisioterapia. Ela contou que só soube o que tinha após realizar exames de sangue mais complexos.
A britânica percebeu que seu pé estava inchado durante uma viagem de férias à França. Sheeraz imaginou que o desconforto fosse consequência das horas que viajou em um trem. O inchaço, porém, não diminuiu com o passar dos dias, o que a obrigou a trocar os sapatos habituais por sandálias mais leves. “Eu achei se isso não seria por falta de movimento“, declarou.
Ao retornar para sua casa, no Reino Unido, duas semanas depois, Sheeraz decidiu procurar um médico. Ela contou que, naquele momento, já sofria com uma dor incômoda e constante. Os exames de sangue dela mostraram níveis elevados de marcadores de inflamação, o que fez com que ela fosse encaminhada a um reumatologista.
No entanto, Sheeraz se deparou com uma lista de espera de um ano para ser atendida. A britânica disse que, além do pé inchado, passou a ficar com a pele seca e sensível, e o cabelo mais ralo durante este período. A boca ressecada e a voz rouca também foram alguns dos sintomas enfrentados por ela.

Sheeraz ainda revelou que as dores foram evoluindo para as pernas, quadril e até para a mandíbula. Pouco antes da consulta, ela também foi diagnosticada com fadiga, que limitava suas atividades. Após um ano de espera, a britânica finalmente foi atendida pelo reumatologista e recebeu o diagnóstico de síndrome de Sjögren.
Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a síndrome de Sjögren é uma doença autoimune na qual o sistema de defesa provoca inflamação principalmente nas glândulas que produzem lágrimas e saliva, prejudicando seu funcionamento. É mais comum em mulheres acima de 50 anos, mas pode ocorrer em homens e em qualquer idade.
Os sintomas vão desde ressecamento nos olhos, boca, pele, nariz e vagina, até fadiga, dores, cansaço e dores nas articulações. Em casos mais extremos, a síndrome pode comprometer os órgãos, como rins e pulmões. O diagnóstico exige avaliação dos sintomas, exames de sangue e até biópsia de pequenas glândulas salivares dos lábios. Ainda não há cura, mas os tratamentos ajudam no controle da síndrome.
Para Sheeraz, a descoberta veio depois de uma longa espera, marcada por dores e cansaço que dificultava suas caminhadas. Ao compartilhar sua experiência, a britânica agora incentiva outras pessoas a procurarem ajuda para investigar os sintomas.
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