Cerca de 100 pessoas foram hospitalizadas nos Estados Unidos devido a um surto de ciclosporíase ligado ao consumo de alface em restaurantes da rede Taco Bell. Autoridades de saúde americanas investigam a contaminação pela bactéria enquanto a empresa adota medidas preventivas nos estabelecimentos.
Cerca de 100 pessoas foram hospitalizadas nos Estados Unidos após um surto de ciclosporíase, infecção causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, conhecido por provocar episódios de diarreia intensa, além de outros sintomas gastrointestinais. A investigação das autoridades norte-americanas aponta a chamada “alface iceberg”, servida em restaurantes da rede Taco Bell, como o principal alimento sob suspeita, embora a origem da contaminação ainda não tenha sido confirmada. As informações são da AP News e da Reuters.
Entre os sintomas mais comuns da infecção intestinal causada pelo parasita, estão diarreia intensa, náuseas, cólicas abdominais, perda de apetite, fadiga e perda de peso. A doença costuma estar relacionada ao consumo de alimentos ou água contaminados e pode exigir tratamento médico, especialmente em casos mais graves ou em pessoas com maior vulnerabilidade.
De acordo com a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), o surto começou a ser investigado após um aumento anormal de diagnósticos da doença. Durante as entrevistas com os pacientes, os investigadores identificaram um ponto em comum: grande parte deles havia consumido refeições em unidades do Taco Bell nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.

A partir desse levantamento, a alface iceberg desfiada nos alimentos passou a concentrar as investigações. Muito utilizada em sanduíches, tacos e saladas, a hortaliça é amplamente distribuída já cortada e pronta para consumo em redes de alimentação dos Estados Unidos.
O FDA iniciou, então, o rastreamento da cadeia de fornecimento do ingrediente. Segundo a agência, uma das empresas ligadas ao abastecimento dos restaurantes investigados é a Taylor Farms, fornecedora de vegetais frescos para grandes redes de alimentação.
A apuração então chegou até uma unidade da empresa localizada em Guanajuato, no México, mas isso não significa que a contaminação tenha ocorrido no país. Nesta terça-feira (21), o ministro da Saúde mexicano, David Kershenobich, afirmou que não existem evidências de que a alface produzida em território mexicano tenha causado o surto.
“O México acompanha a investigação e verifica a possível participação de produtores da região, mas, até o momento, não há confirmação sobre a origem da contaminação”, informou o governo mexicano à Reuters.
O país é um dos principais exportadores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos, motivo pelo qual as autoridades locais passaram a monitorar o caso em parceria com os órgãos norte-americanos.

Enquanto a investigação avança, o Taco Bell informou que está colaborando com o FDA e adotou medidas preventivas. A rede retirou temporariamente a alface iceberg desfiada de algumas de suas operações até que seja possível identificar a origem da possível contaminação.
Apesar de a alface ser considerada, neste momento, o principal alimento associado ao surto, as autoridades reforçam que ainda não é possível afirmar onde ocorreu a contaminação nem qual lote específico teria sido responsável pelos casos. A investigação segue em andamento.
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