Se não fossem os shows contratados pelas prefeituras, o mercado da música estaria caótico
Depois que publicanos a reportagem criticando os altos cachês praticados por artistas, fomos procurados por diversos empresários querendo mostrar que não está fácil para todos.
É um ecossistema.
O que envolve o custo de um show: banda, equipe técnica, dançarinos, produtores, e lógico, os artistas. Pense que a cada show há muitos valores adicionais envolvidos como hotel, passagem aérea, logística, alimentação…
Após a pandemia, os preços de todos os envolvidos dispararam, desde o dançarino até o instrumentista. Muitos deles, são contratados com carteira assinada.
É contra a lei baixar o valor do salário de um funcionário. Isso acaba sendo um grande entrave para redução dos cachês.
Quer mais? Há um ano, o preço das passagens aéreas triplicaram por conta da crise do petróleo. Por exemplo, uma equipe de 25 pessoas, de São Paulo para Fortaleza, gasta 100 mil reais, só de passagem.
Esqueceu do imposto sobre as notas dos shows?
“Só quem vai fazer show agora é o Pedro Sampaio, que tem a metade da equipe de um cantor”, ironizou um empresário.
Resumo: chegamos a um beco sem saída.
A única alternativa é que se inicie um diálogo. Porém, até agora, não há ninguém que esteja disposto a discutir o assunto.
Preparem-se para 2027.

