Blake Lively conseguiu uma decisão favorável em sua disputa judicial contra Justin Baldoni. A Justiça determinou que o ator pague mais de US$ 400 mil em honorários e custos, mas o valor ficou bem abaixo dos US$ 8 milhões solicitados pela atriz.
A disputa judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni ganhou um novo capítulo. Em decisão que beneficia a atriz, um juiz determinou que o ator pague US$ 400 mil (pouco mais de R$ 2 milhões) em honorários e custos advocatícios para ela, conforme revelou o TMZ nesta quarta-feira (26). O veredito, no entanto, não é tão favorável quanto a estrela gostaria. Inicialmente, a artista havia pedido surpreendentes US$ 8 milhões (R$ 41,2 milhões).
O valor é referente a um processo de difamação movido por Baldoni contra Blake e rejeitado pelo tribunal da Califórnia em junho deste ano. Após a rejeição da ação, a atriz pediu US$ 8 milhões e explicou a conta: supostamente, ele lhe devia exatos US$ 7.495,526 em honorários que ela teve que pagar para se defender do processo e outros US$ 539.514,00 dólares em custos e despesas incorridos enquanto se defendia.

A reação dos advogados de Baldoni foi questionar o valor, alegando que Blake teria exagerado na quantia devida. O pedido foi aceito pelo juiz, que determinou que o ator desembolsasse um valor aquém do estipulado pela artista: US$ 363.245,40 em honorários advocatícios e outros US$ 44.206,35 em custas processuais.
Ao TMZ, a defesa de Blake classificou o processo como “retaliatório” e “sem fundamento”, e chamou a decisão de “histórica”. “Esta primeira condenação ao pagamento de honorários e custas processuais sob esta lei da Califórnia é histórica e demonstra que há consequências reais em processos retaliatórios. Como dissemos desde o início, o caso de Blake Lively nunca foi sobre dinheiro. Foi sobre responsabilização”, escreveram Esra Hudson e Michael Gottlieb.
Os advogados ainda ressaltaram que a cliente teria enfrentado uma enorme campanha de ódio nas redes sociais, com foco em discriminação de gênero.
“O processo de Blake Lively expôs uma indústria de campanhas secretas de difamação online que têm como alvo principal mulheres e, previsivelmente, envolvem os mesmos atores. Ela revelou a verdadeira face de outras vítimas e abriu precedente para que outras pessoas se manifestassem e denunciassem condutas semelhantes”, finalizaram.

Advogado de Justin Baldoni mandou “indireta” para Blake Lively após decisão
Se a defesa da atriz parece satisfeita com o veredito, o advogado de Justin Baldoni não esconde a insatisfação com os rumos do processo. Procurado pelo TMZ, Bryan Freedman mencionou a Seção 47.1, a lei da Califórnia usada no caso e que foi criada para proteger sobreviventes de agressão, assédio sexual ou discriminação contra processos judiciais retaliatórios por difamação.
Segundo ele, a Seção 47.1 teria sido aplicada de maneira equivocada no caso de Baldoni. Freedman também fez questão de destacar que, apesar da vitória sobre os honorários, o valor exorbitante pedido por Blake não foi aceito pelo juiz.
“A decisão é uma vitória significativa para meus clientes e envia uma mensagem clara de que, não importa o quão poderoso você seja, o tribunal não é lugar para se aproveitar da lei para obter ganhos pessoais”, alfinetou.

Baldoni também desembolsou quantia em processo contra o The New York Times
Essa não é a primeira vez que Baldoni terá que desembolsar uma boa quantia desde o início do imbróglio judicial com Blake Lively. Em julho, o ator e sua produtora, Wayfarer Studios, foram condenados a pagar US$ 171 mil (cerca de R$ 954 mil) ao The New York Times após o fracasso da ação movida por ele contra o jornal.
Conforme os documentos, a decisão foi tomada depois que um juiz rejeitou o processo por difamação apresentado por Baldoni contra o Times. A ação alegava que uma reportagem sobre os bastidores do filme “É Assim Que Acaba” fazia parte de uma campanha para prejudicar a imagem do artista.
O jornal pediu indenizações compensatórias e punitivas, alegando que a Wayfarer iniciou ou manteve uma ação com o objetivo de “assediar, intimidar, punir ou impedir maliciosamente o livre exercício da liberdade de expressão”.

A disputa entre Baldoni e Blake se arrasta desde dezembro de 2024, quando a atriz acusou o colega de elenco e diretor de “É Assim Que Acaba” de assédio sexual e retaliação durante a produção do filme. Na ocasião, ele negou as acusações e respondeu com um processo de US$ 400 milhões.
Menos de um ano depois, em junho de 2025, a ação movida pelo artista foi totalmente arquivada e, em maio de 2026, as partes chegaram a um acordo para encerrar o caso.
Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias
