Dylan Sprouse refletiu sobre os anos em que trabalhou como ator mirim em produções da Disney. Aos 34 anos, o artista classificou a experiência como “trabalho infantil” e contou que ainda enfrenta consequências emocionais daquela fase da carreira.
Dylan Sprouse abriu o jogo sobre os impactos de ter começado a trabalhar ainda criança. Conhecido mundialmente por estrelar “Zack & Cody: Gêmeos em Ação” ao lado do irmão, Cole Sprouse, o ator classificou sua trajetória como artista mirim como “trabalho infantil” e revelou que ainda enfrenta algumas consequências emocionais daquela época. As declarações foram feitas no podcast “Wildmen”, nesta terça-feira (1º).
Ao falar sobre a realidade de crianças que trabalham na indústria do entretenimento, Dylan fez uma comparação com outras formas de trabalho infantil. “Algumas crianças trabalhavam em minas de carvão e vigiavam a porta do carrinho da mina aos 15 anos; nós apenas cantávamos e dançávamos. Ainda é trabalho infantil”, afirmou.
O ator explicou que, apesar das particularidades de estar diante das câmeras, a rotina de uma produção televisiva se aproximava, em sua visão, de um emprego convencional em tempo integral: “Já descrevi isso muitas vezes para as pessoas: quando você trabalha na televisão, é um emprego. Você entra, bate o ponto, sai, tem um pequeno espaço, trabalha. Obviamente, você está em um set e é diferente, mas são as mesmas horas. Você trabalha dessa forma”.
Dylan também revelou que a dinâmica teve reflexos na maneira como enxergava a si mesmo durante a infância. Segundo o artista, ao terminar um trabalho na televisão, ele sentia um “vazio”. “Porque fazemos isso há tanto tempo, parece que minha autoestima, por bastante tempo, estava atrelada a minha capacidade de trabalhar e estar em um set”, compartilhou.

Anos depois, de acordo com ele, alguns efeitos daquela experiência ainda permanecem. Durante a conversa com o apresentador Brendan Columbus, Dylan admitiu que segue lidando com algumas “besteiras” e “barreiras mentais” criadas naquele período.
O assunto surgiu enquanto os apresentadores falavam sobre o convidado Mark Indelicato, que também começou a atuar muito jovem e ganhou projeção aos 12 anos como Justin Suarez em “Ugly Betty”. Antes da entrada do colega na conversa, Dylan demonstrou interesse em saber como ele havia processado uma experiência tão particular.

“Definitivamente quero me aprofundar e conversar um pouco com ele sobre isso, sobre como ele lidou com o crescimento na indústria, porque, essencialmente, estamos evitando dizer diretamente, mas é trabalho infantil”, declarou.
Ao participar do bate-papo, Indelicato concordou com parte das reflexões de Dylan, principalmente sobre a relação entre trabalho e autoestima construída ainda na infância. Para ele, compartilhar essas experiências com outros artistas que passaram por situações semelhantes também é uma forma de lidar com o passado.
“Temos que lidar com a realidade da experiência que vivemos, assim como todo mundo, mas acho que o que torna isso um pouco diferente é que a maioria das pessoas não viveu o que nós vivemos”, ponderou. “Então, precisamos manter uns aos outros por perto como uma forma de poder desabafar com pessoas que entendem”, adicionou.
Dylan reconheceu que teve uma companhia importante durante esse processo: seu irmão gêmeo, Cole. Os dois trabalharam juntos desde pequenos e dividiram papéis em produções como “O Paizão” e “Grace Under Fire” antes de protagonizarem “Zack & Cody: Gêmeos em Ação”, exibida pelo Disney Channel entre 2005 e 2008. A dupla ainda estrelou a continuação “Zack & Cody: Gêmeos a Bordo”. Segundo Dylan, ter Cole ao seu lado nos momentos positivos e negativos da profissão foi uma sorte.
Confira as falas de Dylan:
Siga o Hugo Gloss no Google Discover e acompanhe nossas notícias
